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“O termo
Theosophia deriva de duas palavras gregas: “Theos” que significa “deus”,
e “Sophos” que significa sábio”, originando a expressão “sabedoria
divina”.
Leadbeater fala da “Teosofia como não sendo uma
religião em si mesma, e sim, a verdade que serve de base igualmente a
todas as grandes religiões”, sendo segundo o autor, ao mesmo tempo, “uma
filosofia, uma religião e uma ciência”.
É
filosofia ao explicar o plano de evolução das almas e dos corpos
compreendidos em nosso sistema solar, bem como, por ter, a exemplo da
filosofia, a busca do entendimento e o questionamento do que diz
respeito ao homem, e o amor à sabedoria (“philo” que deriva da palavra
“phília” que significa “amizade ou amor fraterno” e “sophia” que quer
dizer “sabedoria”. Etimologicamente “Filosofia” pode ser entendida como
“amor à sabedoria”).
É
religião porque ao demonstrar a marcha da evolução também oferece um
método para, por esforço consciente, acelerar a evolução, além de
atender à essência da palavra religião originada da palavra
latina “religio” e, possivelmente, de “religare”, com o significado de
“religar”.
É
ciência por tratar todos as suas questões não como crenças teológicas,
mas de conhecimentos diretos adquiridos pelo estudo e investigação
pessoal e, segundo Leadbeater, “afirma que o homem nenhuma necessidade
tem de se confiar cegamente à fé, porque possui em si mesmo poderes
latentes que lhe permitem, quando despertos, ver e examinar por si
próprio”, e a Teosofia mostra como se dá o desenvolvimento desses
poderes latentes no homem.
A
Teosofia ensina que o nosso sistema solar é um mecanismo minuciosamente
regulado e que o homem é parte disso tudo. Ensina que o correto não é
conceber que o homem possui uma alma, e sim que o homem “é” uma alma e
que possui um corpo ou, em verdade, vários corpos que são veículos em
vários mundos e que o homem vive nestes vários mundos, porém,
normalmente é consciente apenas no mais inferior. Ensina que a morte é
apenas o abandono do veículo pertencente ao mundo inferior e que a alma
ou o homem real não é afetado nem modificado por este novo estado.
A
Teosofia, apesar de seu aspecto também religioso, tem como premissa
nunca procurar converter alguém sejam quais forem as suas crenças. Ao
contrário, procura explicar o sentido mais real e profundo das
religiões.
A
Teosofia por seu aspecto científico, é, na verdade, uma ciência da alma,
ensina que o estudante da ciência oculta ou sabe uma coisa ou suspende a
respeito o seu julgamento e seu modo de ver não comporta nem admite a fé
cega.
A
Teosofia oferece preceitos fundados no bom senso e nos fatos observados
e que embora alguns ensinamentos teosóficos estejam ainda fora do
alcance do homem comum, cabe a este aceitá-los como “hipóteses” a serem
comprovadas por ele mesmo e antes disso que tudo seja assinalado pelo
uso do bom senso.
A
Teosofia busca trazer luz e também solução para um grande número de
nossos problemas ao explicar a razão das aparentes injustiças da vida e
colocando ordem ao que muitas vezes parece um caos.
Leadbeater diz que “há três verdades essenciais que jamais se perdem,
mas podem ficar esquecidas por falta de quem as proclame”, que são:
1) “A
alma do homem é imortal, e o seu futuro é o de uma coisa cujo
desenvolvimento e esplendor não tem limites”;
2) “O
princípio, que dá a vida, habita em nós e fora de nós; é eterno, e
eternamente benfazejo; não pode ser visto, nem ouvido, nem sentido, mas
é percebido pelo homem que deseja percebê-lo”; e
3) “Cada
homem é o seu próprio legislador, o dispensador de sua glória e de sua
obscuridade, o árbitro de sua vida, de sua recompensa e de seu castigo”.
Resumindo, a Teosofia diz que “o homem é imortal, que Deus é bom e que
nós recolheremos o que semearmos”.
Assim a
Teosofia ensina que tudo é regido por um conjunto definido de leis
inteligentemente dirigidas e imutáveis e que o homem ocupa um lugar no
sistema e vive sob essas leis e ao compreender e cooperar com elas
poderá progredir mais rapidamente.
Referência bibliográfica:
LEADBEATER, C. W. Compêndio de Teosofia. Cap. I. Editora Pensamento. São
Paulo, 1993. pág. 7 a 12.
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