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Carl ROGERS, principal nome
da psicologia humanista, cita em sua obra “Terapia centrada
no cliente” que: “... vivemos num” mapa “de percepções
que nunca é a própria realidade”. Já FADIMAN e FRAGER,
autores das citações abaixo, sempre abordando a teoria de
Rogers, diz que: “as pessoas podem construir e modificar
suas opiniões a respeito de si mesmas” e que “as
pessoas usam sua experiência para se definir”. Sobre
esse processo de identificação acontecendo em um “mapa de
percepções” que não espelham a própria realidade, o
campo de experiência do ser humano, conforme citam os
autores, “é um mundo privativo e pessoal que pode ou não
corresponder à realidade objetiva”. Esse campo de
experiência é citado como “único para cada indivíduo”
e ROGERS enfatiza que “tudo o que se passa no
organismo em qualquer momento, e que está potencialmente
disponível à consciência” constituem esse “campo
fenomenal”. Outro fator decorrente deste campo de
experiência é a “tendência a dirigir nossa atenção para
perigos imediatos, assim como para experiências seguras ou
agradáveis, ao invés de aceitar todo os estímulos que nos
rodeiam”.
De acordo com a teoria
rogeriana “o self não é uma entidade estável, imutável;
entretanto, observado num dado momento, parece ser estável”
e assim, “essencialmente é uma gestalt cuja
significação devida é suscetível de mudar sensivelmente (e
até mesmo sofrer uma reviravolta) em conseqüência da mudança
de qualquer destes elementos. O self é uma gestalt
organizada e consistente num processo constante de formar-se
e reformar-se à medida que as situações mudam”.
ROGERS fundamenta sua
teoria na “crença de que as pessoas são capazes de
crescimento, mudança e desenvolvimento pessoal” e
“aceitar-se como se é na realidade, e não como se quer ser,
é um sinal de saúde mental”.
A estabilidade do
indivíduo, denominada por Rogers como “congruência”, oscila
de acordo com as experiências vividas e pelas significações
dadas e, assim sendo, “um alto grau de congruência
significa que a comunicação, a experiência e a tomada de
consciência são todas semelhantes”, e quando tal quadro
não ocorre surge a “incongruência” que é “sentida como
tensão, ansiedade ou, em circunstâncias mais extremas, como
confusão interna”. Há que se entender que “o impulso
em direção à saúde não é uma força esmagadora que supera
obstáculos ao longo da vida; pelo contrário, é facilmente
embotado, distorcido e reprimido”.
Para FADIMAN e FRAGER, a
teoria de Rogers “sugere que em cada um de nós há um
impulso inerente em direção a sermos competentes e capazes”
e “Rogers conclui que os indivíduos têm a capacidade de
experienciar e de se tornarem conscientes de seus
desajustamentos”. Segundo os autores: “assim como a
planta tenta tornar-se saudável, como uma semente contém
dentro de si impulso para se tornar uma árvore, também uma
pessoa é impelida a se tornar uma pessoa total, completa e
auto-atualizada”. |