Euniverso       Amor       Arte       Conhecimento       Espiritualidade       Frases e pensamentos       Sonho em letras       Música       Vídeos       TV Euniverso

 


Eunivers

Em cada um... um universo

 Psicologia


Grupos Operativos de Pichon

 

Segundo Pichon, os medos básicos diante das mudanças são o “medo à perda” que refere-se às estruturas existentes e o “medo do ataque”, quando frente à novas situações a pessoa se sente insegura por falta de instrumentação.

Pichon, médico psiquiatra e psicanalista, adquiriu sua experiência em grupos ao desempenhar suas atividades clínicas junto aos seus pacientes psiquiátricos sendo que suas pesquisas concernentes a Grupos Operativos aconteceu devido a um incidente vivido no Hospital de Las Mercês, em Rosário, Argentina, quando devido a greve do pessoal da enfermagem, Pichon colocou os pacientes menos comprometidos para assistirem os mais comprometidos e ele notou a melhora nestes pacientes.

Pichon descobriu que a interação entre os componentes de um grupo era mais benéfica quando havia a quebra dos papéis estereotipados e assim passasse a haver uma nova comunicação entre os integrantes do grupo e que ao aprender e atuar em grupos as pessoas passam a ter uma apropriação mais ativa e uma leitura mais crítica da sua realidade fazendo com que os sujeitos sejam protagonistas ao invés de espectadores.

Na verticalidade cada integrante do grupo comparece com sua história pessoal (consciente e inconsciente), e na medida em que se constitui no grupo passa a compartilhar necessidades em funções de objetivos comuns e cria uma nova história sendo esta a horizontalidade do grupo, mas vale ressaltar que a horizontalidade não é simplesmente a somatória das verticalidades, mas sim uma construção coletiva resultante da interação das verticalidades e gerando uma história própria e inovadora e dando ao grupo uma especificidade e identidade grupal.

O medo da perda e o medo do ataque correspondem à aparição do sintoma da ansiedade como fruto do medo da perda da individualidade, da transformação e do que é novo.

(Paulo Rogério da Motta - 2006)