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Reforço (primário e secundário)

 

 

 

 

Para melhor compreensão deste tema fica a sugestão de se antes ler "O que é behaviorismo".

Segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.50) “chamamos de reforço a toda conseqüência que, seguindo uma resposta, altera a probabilidade futura de ocorrência dessa resposta”. Em termos gerais, reforço é um meio para se estabelecer um comportamento.

Segundo MYERS (1999, p.181) “os reforços secundários são aprendidos. Adquirem seu poder por meio da associação com os reforços primários”.

O reforço pode ser “primário” quando tende a ser um reforçador para todas as espécies como, por exemplo: a água, o alimento ou afeto. Segundo CABRAL e NICK (2003, p.275) reforço primário é “a apresentação de uma situação de estímulo que reforça ou recompensa qualquer sujeito experimental de uma espécie, sem necessidade de treino prévio”. Assim reforço primário é aquele que pela sua própria natureza é capaz de condicionar independente de qualquer aprendizagem prévia.

O reforço também pode ser “secundário” quando usado em associação com os primários e segundo CABRAL e NICK (2003, p.275) é “qualquer estado de reforço ou recompensa que derive sua eficácia de um processo anterior de aprendizagem ou condicionamento”. Assim reforço secundário é aquele que usado em associação com o reforço primário passa a ter a capacidade de condicionar após um processo de aprendizagem ou condicionamento.

Segundo REESE (1975, p.16) um fato importante a se dizer sobre reforço é “que as propriedades reforçadoras não estão no estímulo em si, mas sim nos efeitos deste sobre o comportamento”. Assim o comportamento operante é baseado num reforçamento e controlado por suas conseqüências.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAUM, William M. (1999) Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura (M.T.A. Silva, M.A. Matos, G.Y. Tomanari, E.Z. Tourinho) Porto Alegre: Artmed. 290 p.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. (2002) Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia 13.ed. São Paulo: Saraiva. p. 45-55

BOLTON, Lesley e WARWICK, Lynda L. (2005) O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. (M.M. Leal). São Paulo: Madras. 284 p.

CABRAL, Álvaro e NICK, Eva (2003) Dicionário Técnico de Psicologia. 13.ed. São Paulo: Cultrix. p. 40

CHAVES, Evenice Santos; GALVÃO, Olavo de Faria (2005) O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722005000300003eIng=pt&nrm=iso>. Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, David G. (1999) Introdução à Psicologia.  5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999

REESE, Ellen P. (1975) Análise do Comportamento Humano.  2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975. 160p.

SKINNER, Burrhus Frederic (2003) Ciência e comportamento humano.  11.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 489p.

SPERLING. Abraham P. (1999) Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira. p. 12

WHALEY, Donald L.; MALOTT, Richard W. (1980) Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980, 7ª reimpressão, 246 p.