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Modelagem

 

 

 

 

Para melhor compreensão deste tema fica a sugestão de se antes ler "O que é behaviorismo".

A modelagem consiste em reforçar as aproximações sucessivas tendo por fim um comportamento desejado, sendo por isso a modelagem também chama da “método das aproximações sucessivas” é o método pelo qual através do reforçamento positivo instalam-se novas respostas por meio de um processo gradativo de aprendizagem tendo como objetivo um comportamento terminal.

De acordo com SKINNER (2003, p.103) “assim, o comportamento é fracionado para facilitar a análise. Estas partes são as unidades que consideramos e cujas freqüências desempenham um importante papel na busca das leis do comportamento”.

Segundo WHALEY e MALOTT (1980, p.96) “através de um processo gradual, as respostas que se assemelham cada vez mais ao comportamento terminal são, sucessivamente, condicionadas até que o próprio comportamento terminal seja condicionado”. Assim na modelagem há o comportamento inicial, há o(s) comportamento(s) intermediário(s) que são modelados pelo reforçamento positivo e há o comportamento terminal que é o estabelecido pelo experimentador e, segundo WHALEY e MALOTT (1980, p.97) “estes comportamentos pertencem a uma mesma classe de respostas”.

A continuidade do comportamento é feita na fase da modelagem, aonde o pesquisador modela o sujeito, de acordo com as respostas que deseja obter do sujeito e durante a modelagem, o reforço além de fortalecer uma resposta particular, também aumenta a probabilidade de ocorrência de resposta em situações aproximadas.

Citando SKINNER (2003, p.101) “o condicionamento operante modela o comportamento como o escultor modela a argila. [...] No mesmo sentido, um operante não é algo que surja totalmente desenvolvido no comportamento do organismo. É o resultado de um contínuo processo de modelagens”.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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CABRAL, Álvaro e NICK, Eva (2003) Dicionário Técnico de Psicologia. 13.ed. São Paulo: Cultrix. p. 40

CHAVES, Evenice Santos; GALVÃO, Olavo de Faria (2005) O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722005000300003eIng=pt&nrm=iso>. Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, David G. (1999) Introdução à Psicologia.  5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999

REESE, Ellen P. (1975) Análise do Comportamento Humano.  2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975. 160p.

SKINNER, Burrhus Frederic (2003) Ciência e comportamento humano.  11.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 489p.

SPERLING. Abraham P. (1999) Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira. p. 12

WHALEY, Donald L.; MALOTT, Richard W. (1980) Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980, 7ª reimpressão, 246 p.