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Psicologia

 

Miscelânea do psicólogo

Paulo Rogério da Motta

 

O mundo PSI do Euniverso


 


Behaviorismo

Controle de Estímulos (discriminação e generalização)

 

Para melhor compreensão deste tema fica a sugestão de se antes ler "O que é behaviorismo".

Segundo BAUM (1999, p.111) “frequentemente na vida nos empenhamos em seqüência de comportamentos, fazendo uma coisa a fim de poder fazer outra”. Essa cadeia de comportamentos é baseada e mantida pelo reforço último. O controle de estímulos é fazer que um estímulo controle o comportamento, fazer com que este mude diante da presença do estímulo.

De acordo com BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.53) “quando a freqüência ou a forma da resposta é diferente sob estímulos diferentes, diz-se que o comportamento está sob o controle de estímulos”.

Segundo REESE (1975, p.28) “um comportamento fortalecido numa dada situação estimuladora provavelmente ocorrerá em outras situações”, assim uma resposta adquirida numa situação não precisará ser reaprendida em situações similares e a tendência do comportamento é a “generalização”. Assim, na “generalização de estímulos”, um estímulo controla uma resposta em razão do reforço em situações onde estão presentes estímulos diferentes, porém, similares. Segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p.54) “na generalização, portanto, respondemos de forma semelhante a um conjunto de estímulos percebidos como semelhantes”.

Porém se houvesse uma generalização completa com um comportamento ocorrendo em qualquer situação haveria uma confusão total. Para evitar essa confusão é necessária a “discriminação”. Segundo REESE (1975, p.28) “a discriminação se estabelece pelo fato de um comportamento ser reforçado na presença de uma situação estimuladora e não ser na presença de outra situação estimuladora, processo esse chamado de ‘reforçamento diferencial’”. “Discriminação de estímulos”, conforme CABRAL e NICK (2003, p.80), é “processo de decompor ou controlar generalizações. [...] Assim um organismo é capaz de discriminar entre dois estímulos diferentes quando responde diferentemente a cada um deles”.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAUM, William M. (1999) Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura (M.T.A. Silva, M.A. Matos, G.Y. Tomanari, E.Z. Tourinho) Porto Alegre: Artmed. 290 p.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. (2002) Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia 13.ed. São Paulo: Saraiva. p. 45-55

BOLTON, Lesley e WARWICK, Lynda L. (2005) O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. (M.M. Leal). São Paulo: Madras. 284 p.

CABRAL, Álvaro e NICK, Eva (2003) Dicionário Técnico de Psicologia. 13.ed. São Paulo: Cultrix. p. 40

CHAVES, Evenice Santos; GALVÃO, Olavo de Faria (2005) O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722005000300003eIng=pt&nrm=iso>. Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, David G. (1999) Introdução à Psicologia.  5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999

REESE, Ellen P. (1975) Análise do Comportamento Humano.  2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975. 160p.

SKINNER, Burrhus Frederic (2003) Ciência e comportamento humano.  11.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 489p.

SPERLING. Abraham P. (1999) Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira. p. 12

WHALEY, Donald L.; MALOTT, Richard W. (1980) Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980, 7ª reimpressão, 246 p.

 

 

John B. Watson

 

B. F. Skinner