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Behaviorismo Radical

 

 

 

 

Para melhor compreensão deste tema fica a sugestão de se antes ler "O que é behaviorismo".

O behaviorismo radical baseia-se no pragmatismo que é concepção desenvolvida por filósofos americanos, particularmente Charles Pierce (1839-1914) e William James (1842-1910) que tem como noção fundamental segundo BAUM (1999, p.37) “é de que a força de investigação científica reside não tanto na descoberta da verdade sobre a maneira como o universo objetivo funciona, mas no que ela nos permite fazer”. O behaviorismo radical assim, baseia-se na praticidade. O contemporâneo behaviorismo radical não faz distinção entre os mundos subjetivo e objetivo, e se concentra em conceitos e termos, e o objetivo da ciência do comportamento aqui é descrever em termos que se tornem familiares e, portanto, “explicado”, buscando a ampliação da nossa experiência natural do comportamento por meio da observação precisa. As descrições pragmáticas do comportamento do behaviorismo radical tem por fim o contexto em que ocorre e para o behaviorista radical, os termos descritivos não só explicam como também definem o que é comportamento.

O behaviorismo radical de Skinner e os psicólogos dessa abordagem, segundo BOCK, FURTADO e TRASSI (2002, p. 46): “utilizam termos como “resposta” e “estímulo” para se referirem àquilo que o organismo faz e às variáveis ambientais que interagem com o sujeito” e o comportamento é entendido como a interação do indivíduo e o ambiente sendo o homem tomado como o produto e o produtor dessas interações.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAUM, William M. (1999) Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura (M.T.A. Silva, M.A. Matos, G.Y. Tomanari, E.Z. Tourinho) Porto Alegre: Artmed. 290 p.

BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. (2002) Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia 13.ed. São Paulo: Saraiva. p. 45-55

BOLTON, Lesley e WARWICK, Lynda L. (2005) O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. (M.M. Leal). São Paulo: Madras. 284 p.

CABRAL, Álvaro e NICK, Eva (2003) Dicionário Técnico de Psicologia. 13.ed. São Paulo: Cultrix. p. 40

CHAVES, Evenice Santos; GALVÃO, Olavo de Faria (2005) O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese?  Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-79722005000300003eIng=pt&nrm=iso>. Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.

MYERS, David G. (1999) Introdução à Psicologia.  5ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 1999

REESE, Ellen P. (1975) Análise do Comportamento Humano.  2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1975. 160p.

SKINNER, Burrhus Frederic (2003) Ciência e comportamento humano.  11.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2003. 489p.

SPERLING. Abraham P. (1999) Introdução à Psicologia.  São Paulo: Pioneira. p. 12

WHALEY, Donald L.; MALOTT, Richard W. (1980) Princípios elementares do comportamento.  São Paulo: EPU, 1980, 7ª reimpressão, 246 p.