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 Trilha sonora para esta poesia:

Hiling - Jay-R Siaboc  

Força natural

(Paulo Rogério da Motta)

 

 

 

 

Clara feito lua.

Sua imagem me madruga.

Um pôr do sol em mim.

Sua pele nua

E amar enfim.

Alma em fuga

Que foge de mim

Para ser sua

E te amar na lua

Ou seja em que terra for.

Seu corpo em qualquer lugar é paraíso.

Sagrado é o balanço do seu amor

E o balé do seu corpo

Extasia-me em torpor.

Almas que dançam a música das esferas

No grande salão azul de Deus,

Melodia composta em incontáveis eras

Num ritmo único de você e eu.

Mãos que delineiam curvas,

Corações que descompassam no compasso certo,

Visões claramente turvas,

Corpos unidos

Tão juntos e tão pertos.

Eternos e infinitos.

Exatos, sagrados, simétricos, certos.

O côncavo convexo.

A eletricidade preenchendo o ar,

Relâmpagos em suspiros,

Corações a trovejar,

Tempestade de amar

Que lava almas

E então, leves e calmas,

Desandam a cantar.

Cantam a canção que entoa no tempo

E seja em que tempo, lugar ou língua for

Seu nome é o inominável “Amor”

Sempre, somente,

Única e imperiosamente... Amor.