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Brevemente eterno, eis a questão

(Paulo Rogério da Motta)

 

 

 

 

Um acaso do destino.

Um caso, ocaso, descaso.

Tão indefinidos com a certeza,

Tão certos quanto à dúvida.

Duas vidas, dois plágios, dois pássaros...

Que não voam com quatro

E sim com duas,

Duas asas.

Tuas também são minhas...

Dois pintores, um quadro...

Quatro pernas, um caminho...

Indiferentes quanto a identidades...

Dois pássaros, um ninho...

Fazendo erros para serem certos...

Tão pertos...

Unidos em época errada ou descobertos a tempo?

História, estória ou contratempo?

Uma errata

Porém divina, graças a Deus!

Temo e temos...

Tememos e teremos

E tudo porque queremos.

Até onde?

Até quando?

Por quê?

Até quando houver dúvida

E até onde não pudermos evitar

O porque.

Ser ou não ser?