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11° mandamento do homem

(Paulo Rogério da Motta)

 

 

 

 

Separo no bolso alguns cobres.

Como cobra preparo o meu bote.

Vagueio em idéias macabras.

Pergunto quanto cobra.

Ela diz cem para um cabra como eu.

Cubro o seu corpo com o meu.

Descubro o seu gosto.

Amo até sentir cãibras no corpo.

Descubro-a então.

Levanto-me apoiado num caibro.

Cobro de mim uma resposta.

Rocobro-me na porta.

Descubro que não importa.

Sou homem cabra-macho.

Responderei a qualquer um que me cobre.

Saio do hotel “Bafo-de-cobra”.

Cumpro o 11º mandamento do homem.

Tudo em nome da tradição.

Absurda masculinização.