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Paulo Rogério da Motta


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Os "degraus da criação"

Basta um simples olhar sobre o mundo para compreendermos por que é razoável que os anjos existam. Há no universo uma gradação de seres que vai dos elementos mais simples ao mais complexo, que é o próprio homem. Há coisas criadas que se assemelham a Deus unicamente por existirem, como as pedras; outras, por viverem, como as plantas e os animais; outras, enfim, por estarem dotadas de razão, como o homem. Mas depois, até chegar a Deus, não haverá mais nada?

Quando nos apercebemos da infinita distância que existe entre o homem e Deus, muito maior do que entre uma planta e um animal, ou entre um animal e o homem, perguntamo-nos por que haveria um vazio tão grande entre o homem e Deus. E surge a convicção de que deve haver seres intermédios, que reflitam a perfeição de Deus muito melhor do que nós os homens.

Basta abandonarmos por um momento o nosso orgulho para admitir que não somos tão perfeitos que seja impensável uma perfeição natural superior à nossa, sobretudo quando nos acordam muito cedo ou apanhamos um mero resfriado... O espírito humano, apesar de sua capacidade de pensar, de escolher, de amar, está incompleto sem o corpo, precisa dele para ter sentimentos, para amar com o coração, para conhecer o mundo, e sem ele não pode alcançar a sua perfeição intelectual e moral. Precisamos ver, apalpar, cheirar as coisas para nos certificarmos da sua existência; aprendemos pouco a pouco, penosamente e à custa de muitos erros, que tal e tal coisa deve ser querida, e tal outra evitada; e pagamos ao nosso corpo o tributo do cansaço e da fome, da doença e da morte. Que diferença abismal com o puro Espírito divino, que goza de uma absoluta perfeição!

Tudo nos inclina, pois, a crer na existência de espíritos puros, dotados de inteligência e vontade, que reflitam a essência e a atividade de Deus de maneira mais perfeita que o homem. Sem esses espíritos puros, seres criados acima dos homens e abaixo de Deus, a história da Criação dar-nos-ia a impressão de ter sido interrompida a meio de um capítulo.

Livro: Os Anjos

Pedro Barreto Celestino

p. 9 e 10 (Quadrante, Sociedade de Publicações Culturais)

1995 - 2a edição