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A vida cotidiana

 

Pode-se chamar de vida cotidiana as atividades rotineiras. Atividades comuns que compõem nosso dia-a-dia como, trabalhar, estudar, encontrar os amigos, conversar, etc. A vida cotidiana apresenta dualidades, o ser humano se mostra ao mesmo tempo controlador e controlado. Os estudos sobre vida cotidiana mostram-se complexos, sendo este um assunto que apresenta diversos pontos de vista, alguns são esclarecedores e outros escondem a realidade.

Há uma grande participação do estado e da produção capitalista na vida cotidiana, que manipula e controla o indivíduo, sendo fonte inesgotável de rentabilidade econômica. Pode-se perceber isso quando se vê o comércio de máquinas e utensílios domésticos que transformam ilusoriamente esse cotidiano através dos meios de comunicação abertos a todo tipo de pessoas e utilizados para atrair os indivíduos ao consumo irresponsável e compulsivo.  O crédito é acessível aos indivíduos de qualquer classe social, possibilitando a falsa sensação de poder.

Considerando estas colocações, podemos entender que: a vida cotidiana é modelada pelo estado e a produção capitalista; o ser humano é usado como objeto que favorece financeiramente estes órgãos, deixando de lado sua condição de ser humano e cidadão.  

As atividades cotidianas são muito mais automatizadas do que conscientes. Elas produzem insatisfação porque há a manipulação, as pessoas sentem-se excluídas da sociedade e para fazerem parte da mesma são levadas a adquirir os objetos comercializados. Também proporcionam segurança, acomodando o indivíduo em uma rotina, impossibilitando-o de enfrentar o novo.

A vida cotidiana é heterogenia e hierárquica, pois segue uma ordem de acordo com as necessidades básicas do indivíduo.  O homem não é só singularidade, deve ser, ao mesmo tempo, singular e genérico. Ele faz parte da sociedade e deve ser participante ativo desta, comportando-se como cidadão e como ser humano, pensando de acordo com o todo e com a realidade. Para haver uma transformação, deve haver “a passagem do homem inteiro para o inteiramente homem”. Entende-se que o homem possa ser visto e ver-se como parte de uma totalidade social. Para isso é preciso romper a cotidianidade, colocando em um ideal toda a força e energia existente em cada ser. Utilizando esta mesma energia em atividades humanas feitas através de escolhas conscientes, vistas através de olhos abertos para o que de fato faz parte da história de cada um. Deixando de lado toda a ilusão e transformando-a em sonhos que podem se tornar concretos de fato, em sonhos possíveis de se realizar, ou podemos chamar estes sonhos de desafios, pois estes podem proporcionar vontade de continuar, de mudar. Suspender a vida cotidiana não é sinônimo de fugir dela, é uma maneira de buscar a transformação. Através desta suspensão é possível conhecer outras possibilidades e se modificar, fazendo com que o indivíduo adquira uma nova forma de perceber as coisas.

A vida cotidiana é parte da história de cada indivíduo, com o passar do tempo ela se modifica e junto com ela as relações sociais também. É necessário então que os homens tenham consciência de seus valores para que estas modificações sejam validas em suas histórias, e lhe tragam os benefícios possíveis.

Paulo Rogério da Motta