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Consciência Social

Antes de procurar uma definição de “consciência social” é oportuno buscar um entendimento do que é “consciência”. Consciência é um termo que provém do latim “conscientia” que significa conhecimento, o cumprimento do dever, o zelo ao se executar um trabalho e a responsabilidade do que se faz. Partindo desta significação conclui-se que “consciência” tem estreita ligação com o entendimento do que é bom e do que é ruim, do bem e do mal; envolvendo em sua significação o entendimento, a moralidade, a ética e sendo assim, a consciência assume um papel de crítica e juízo dos atos do homem, sendo também um agente de proibição ou permissão dos seus atos e, como conseqüência disso, passa a ser um agente de julgamento dos atos à sua volta, aprovando ou reprovando tudo o que acontece e tudo isso conceituado de acordo com os valores e conhecimentos em vigor. Então: “consciência é um agente de critério para as ações e toda consciência é intencional e é quem dá sentido às ações”.

O homem (Homo sapiens) é a única criatura racional, portanto, que pensa e tem consciência de seus atos. O homem é capaz de dar um significado do que toma consciência, é capaz de transmitir esse significado e é capaz de idealizar e projetar, antecipando assim ações e reações futuras.

Após termos entendimento de tudo isso podemos até por dedução definir “consciência social” como ”a forma com a qual o homem lida com as regras que regem a sua vida e é o que organiza e dá sentido ao que é vivido coletivamente, ou seja, organizando e dando sentido à vida social ou ao viver em sociedade”.

O homem ao tornar-se racional, e assim consciente, passou a adquirir e acumular conhecimento e ao transformar esse conhecimento em cultura passou a transformar o mundo em que vive, moldando-o de acordo com as suas necessidades e aspirações. Da consciência individual emerge a consciência social ou coletiva. Ao existir uma vida social, o homem como ser racional e consciente, ocupa-se em entender essa vida social, a planejar ações que a harmonizem, a procurar evitar as ações que a desarmonizam e eis que surge a sociologia como a “ciência que estuda as relações sociais”.

A sociologia vê a consciência como coletiva e não é que ela exclua a consciência individual, mas o seu objeto de estudo e a sua razão de ser é o que é coletivo, encarando o que é individual como parte desse coletivo, ou seja, a sociologia ocupa-se da “consciência social” e é esta consciência social que mantém a estrutura da sociedade e que busca através da harmonia coletiva possibilitar que cada homem alcance a harmonia em si mesmo.

(Paulo Rogério da Motta - 2006)