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Nascer para sonhar 

Um romance de Paulo Rogério da Motta

O cotidiano é repleto de magia e encanto quando o simbolismo que há em tudo é percebido. A sincronicidade, o mítico e o sagrado são ingredientes da história que se inicia com um sonho onírico e culmina com a realização do sonho como aspiração da alma.

Traduzindo o Euniverso

 

 

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Eunivers

Em cada um... um universo

Quem foi ?

 


 


Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves (Muritiba, Bahia, 14 de Março de 1847 - Salvador, Bahia, 6 de Julho de 1871). Poeta brasileiro, nasceu numa fazenda a sete léguas da vila de Curralinho, hoje Castro Alves.

Nasceu Antônio Frederico de Castro Alves do Dr. Antônio José Alves, cirurgião e professor da Faculdade de Medicina da Bahia, e de sua mulher D. Clélia Brasilia da Silva Castro. Os primeiros anos da vida passou no sertão da terra natal, do qual havia de guardar indelével impressão. Em 54, porém, já estava com a família na capital e cursava com o irmão mais velho, José Antônio, as aulas do Ginásio Baiano, dirigido pela afamado educador Abílio César Borges, depois Barão de Macaúbas.

No colégio o jovem Castro Alves, estimulado em seu lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou sauraus, então em moda, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos treze anos faz os primeiros versos. Em 1862, foi fazer o curso anexo da Faculdade do Recife. Lá ele foi tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na platéia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começara a receber, e ia num crescendo de apoteose.

Era, então, um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam à multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, os quais ele nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.

Influência decisiva em sua vida exerceu a atriz portuguesa Eugênia Camara, que veio ao Brasil com Furtado Coelho. Esta foi uma fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data deste tempo o seu drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, representado primeiramente na Bahia e depois em S. Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação.

No início de 68, passou pelo Rio, recebendo a consagração pública de José de Alencar e de Machado de Assis.

Continuou em S. Paulo seus estudos, e continuou principalmente a produção intensa dos seus poemas líricos e heróicos, publicados nos jornais ou recitados nas festas literárias, e que produziam a maior e mais ruidosa impressão; tinha então 21 anos, e possuía uma nomeada incomparável na sua geração, que deu entretanto os mais formosos talentos e capacidades literárias e políticas do Brasil; basta lembrar alguns nomes: Fagundes Varela, Ruy Barbosa, Joaquim Nabuco, Afonso Pena, Rodrigues Alves, Bias Fortes, Martim Cabral, Salvador de Mendonça...e tantos outros, que lhe assistiram aos triunfos e não lhe disputaram a primazia. É que ele, na linguagem divina que é a poesia, lhes dizia "a magnificência de versos que até então ninguém dissera, numa voz que nunca se ouvira", como disse Constâncio Alves. Possuía uma voz dessas que "fazem pensar no glorioso arauto de Agamenon, imortalizado por Homero, Taltibios, semelhante aos deuses pela voz...", como disse Rui Barbosa. Pregava o advento de uma "era nova", segundo Euclides da Cunha.

Em fins de 68, num acidente, feriu o pé com um tiro. Disso resultou longa enfermidade, cirurgias, chegando ao Rio no começo de 69, para salvar a vida, mas com o martírio de uma amputação. Mutilado, obrigado a procurar o consolo da família na terra natal, e os bons ares do sertão, em 70, na fazenda Santa Isabel, situada em Itaberaba, procurando melhora na saúde. Infelizmente pouco durou, vindo a falecer na Cidade do Salvador, Bahia, a 6 de Julho de 1871.


Publicou Espumas Flutuantes ainda em vida (1870), mas seus escritos póstumos incluem apenas um volume de versos: A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883) e, mais tarde, Hinos do Equador (1921). É um dos patronos da Academia Brasileira de Letras (cadeira número 7).

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Obras

Poesia
Espumas Flutuantes, 1870
A Cachoeira de Paulo Afonso1876
Os Escravos,1883
Hinos do Equador, em edição de suas Obras Completas (1921)

Teatro
Gonzaga ou Revolução de Minas 1875

 

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves

 

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