Euniverso Setting Consultoria Psicologia Paulo Rogério da Motta

Amor   Arte   Carpe diem   Cidadania   Conhecimento   Cult    Ecologia   Espiritualidade   Exposições Virtuais   Filantropia   Filmoteca  Frases e pensamentos

Humanitarismo   Jung   Livros Recomendados     Logos   Mensagens para Refletir   Mito   Mundo Quântico   Namastê   O que é ?

Poemas & Poesias     Psicologia   Psyché   Rádio   Sonho em letras   Sonhos e símbolos   Quem?   Teosofia   TV Euniverso   Vídeos


                       


Venda somente na internet

 

Nascer para sonhar 

Um romance de Paulo Rogério da Motta

O cotidiano é repleto de magia e encanto quando o simbolismo que há em tudo é percebido. A sincronicidade, o mítico e o sagrado são ingredientes da história que se inicia com um sonho onírico e culmina com a realização do sonho como aspiração da alma.

Traduzindo o Euniverso

 

 

Euniverso       Amor       Arte       Conhecimento       Espiritualidade       Frases e pensamentos       Sonho em letras       Música       Vídeos       TV Euniverso


Eunivers

Em cada um... um universo

 Poemas & Poesias

 


 


Hino ao sono

(Castro Alves)

Ó sono! ó noivo pálido
Das noites perfumosas,
Que um chão de nebulosas
Trilhas pela amplidão!
Em vez de verdes pâmpanos,
Na branca fronte enrolas
As lânguidas papoulas,
Que agita a viração.

Nas horas solitárias,
Em que vagueia a lua,
E lava a planta nua
Na onda azul do mar,
Com um dedo sobre os lábios
No vôo silencioso,
Vejo-te cauteloso
No espaço viajar!

Deus do infeliz, do mísero!
Consolação do aflito!
Descanso do precito,
Que sonha a vida em ti!
Quando a cidade tétrica
De angústia e dor não geme...
É tua mão que espreme
A dormideira ali.

Em tua branca túnica
Envolves meio mundo...
E teu seio fecundo
De sonhos e visões,
Dos templos aos prostíbulos,
Desde o tugúrio ao Paço,
Tu lanças lá do espaço
Punhados de ilusões! ...

Da vide o sumo rúbido,
Do hatchiz a essência,
O ópio, que a indolência
Derrama em nosso ser,
Não valem, gênio mágico,
Teu seio, onde repousa
A placidez da lousa
E o gozo de viver...

O sono! Unge-me as pálpebras...
Entorna o esquecimento
Na luz do pensamento,
Que abrasa o crânio meu.
Como o pastor da Arcádia,
Que uma ave errante aninha...
Minh'alma é uma andorinha...
Abre-lhe o seio teu.

Tu, que fechaste as pétalas
Do lírio, que pendia,
Chorando a luz do dia
E os raios do arrebol,
Também fecha-me as pálpebras...
Sem Ela o que é a vida?
Eu sou a flor pendida
Que espera a luz do sol.

O leite das eufórbias
P'ra mim não é veneno...
Ouve-me, ó Deus sereno!
Ó Deus consolador!
Com teu divino bálsamo
Cala-me a ansiedade!
Mata-me esta saudade,
Apaga-me esta dor.

Mas quando, ao brilho rútilo
Do dia deslumbrante,
Vires a minha amante
Que volve para mim,
Então ergue-me súbito...
É minha aurora linda...
Meu anjo... mais ainda...
É minha amante enfim!

Ó sono! Ó Deus noctívago!
Doce influência amiga!
Gênio que a Grécia antiga
Chamava de Morfeu,
Ouve!...E se minhas súplicas
Em breve realizares...
Voto nos teus altares
Minha lira de Orfeu!

 

Menu Euniverso
Amor
Arte
Carpe diem
Cidadania
Conhecimento
Cult
Ecologia
Espiritualidade
Exposições Virtuais
Fale com o Euniverso
Filantropia
Filmoteca
Frases e pensamentos
Humanitarismo
Links diversos
Livro de visitas
Livros Recomendados
Logos
Mensagens para Refletir
Mitos, sonhos e símbolos
Mundo Quântico
Namastê
O que é ?
Poemas & Poesias
Psicologia
Psyché
Rádio Euniverso
Sonho em letras
Quem foi ?
Teosofia
TV Euniverso
Vídeos